Esporte & Aventura no Tribunal

Publicado no Correio Braziliense em 09 de outubro de 2011.



No imaginário popular a palavra conflito geralmente é a associação imediata e inevitável quando se pensa em um Tribunal. Para quem perdeu-se no estrito caminho da lei, a temida pena. Para o ofendido, a chance de reparação. Para os advogados, trabalho. E para os atenciosos, pilhas de processos. Mas quem, afinal, faz a engrenagem rodar?

O sujeito oculto, literalmente escondido atrás daquelas pilhas. Mas o mundo corporativo não escolhe vítimas. Generaliza, apenas. Envolve sem distinção, e não seria diferente em um Tribunal. Rotina estressante, cobranças, recursos escassos, metas, objetivos, e a tal qualidade de vida, quando se assusta, torna-se intangível:  O dia que “isso”, eu “aquilo”. Mas “isso” nunca acontece.

Na semana que passou soube de uma competição intrigante. Como sempre nessa época do ano, pipocam pelo mundo corporativo os famosos Projetos Verão: uma tentativa de recuperar a estima, perder peso, selar a paz entre o espelho, a roupa de banho e a alegria de viver, ou simplesmente ficar com a consciência um pouco mais leve durante as festas de fim de ano. E a motivação, fundamental nesses casos, foi fácil e tenho certeza que trata-se de uma invenção genuinamente brasileira: um bolão. Mede-se o IMC antes, e dois meses depois da data combinada. Quem mais perder peso (massa gorda), leva a receita extra para o natal.

Mas como me nego a desperdiçar oportunidades, quis logo modificar as regras do campeonato. São mais de 15 anos visitando empresas e instituições, fazendo palestras, treinamentos corporativos, e a realidade é sempre a mesma: a vida moderna nos afasta da essência genética do nosso corpo, o movimento. Perdemos a válvula de escape e o resultado são as doenças ditas modernas: hipertensão, estresse, depressão, obesidade. 

Uma vez na zona de conforto, é praticamente impossível modificar a rotina. De casa para o trabalho, do trabalho para casa. Filhos, casamento, faculdade, pós-graduação e viagens a serviço são prioridade, verdadeiras justificativas para, nas horas vagas, dedicar-se ao sofá, movimentar freneticamente o controle remoto, e entregar-se de corpo e alma à gula.

Não há corpo que aguente. E só uma energia colossal é capaz de quebrar essa inércia. Pensando nisso, propus um desafio extra. Durante os dois próximos meses vou apresentar ao grupo voluntário o que a cidade tem de interessante a oferecer. Vale tudo para modificar a rotina: trekking, canoagem, SUP (stand up paddle), corridas em trilhas, moutain bike. Faça sol, ou chuva, começamos hoje, com uma trilha na Ermida Dom Bosco. Vamos descobrir onde nossas pernas podem nos levar.

Comentários

Blogão do Riba disse…
Grande Weimar, vc sabe que tu tá devendo pra Brasília...kd os 100 KM, meu brother?
Um abraço.

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