Esporte & Aventura no Tribunal - Parte II

Publicado no Correio Braziliense em 04 de dezembro de 2011.


Seu nome é Márcia Santos, Marcinha para os amigos. O enredo de sua vida poderia, provavelmente, ser idêntico ao de muitos: em algum momento o esporte ficou de lado. A natação, paixão antiga, virou adereço da memória, e o espaço foi devidamente ocupado por uma vida atribulada: casamento, filhas, um bom tempo de preparação para concurso, e agora a vida preenchida pelas horas de labuta em um tribunal.

A vida de “adulto” parecia seguir seu curso natural. Ganhamos responsabilidades, perdemos tempo. Ganhamos peso, perdemos flexibilidade, e naturalmente o espelho passa a ser um lastro para a auto estima. Não bastassem todas as cobranças, ainda é preciso lidar com o ego. E o resultado desse embate todos nós conhecemos.

Há dois meses, no entanto, testemunhei um pacto entre colegas de trabalho na expectativa de mudar o cenário, um estímulo para a mudança de hábitos. O bolão, que serviria como apelo maior para um regime, foi seguido de esporte & aventura: programamos caminhadas na Ermida, na Água Mineral e o grupo, voluntariamente, ainda fez outras atividades.

Eu bem sei da dificuldade para começar uma nova rotina, principalmente se a intenção for sair da zona de conforto. Do grupo, poucos mantiveram-se firmes e determinados. Entre elas, nossa personagem de hoje, a Marcinha.

Logo nos primeiros dias pude acompanhar seu olhar de pânico, ao resistir bravamente a uma torta de chocolate que as colegas insistiam em lhe oferecer: um duelo injusto entre a vontade de provar e a persistência, o compromisso com uma nova conduta. 

Vencido o prazo determinado, e diante da repercussão da coluna à época, volto para concluir uma história de superação e êxito. Até o fechamento desta edição não havia sido divulgado o nome da vencedora, mas eu conheço uma vencedora, e agora você leitor do Correio também a conhece.

Nove quilos e 8 pontos percentuais de gordura a menos, ela é outra pessoa. Sem recorrer  aos remédios, nem intervenções cirúrgicas, Marcinha é o retrato da alegria. Continua dizendo que resistir àquele pedaço de torta foi o momento mais difícil, mas que os elogios que recebe agora da família, do marido, e dos colegas de trabalho, faz parecerem ridículos os momentos de ansiedade. Sua receita é simples: incluir na sua rotina muito movimento, comendo a cada três horas.

Quando perguntei sobre o futuro, fiquei ainda mais feliz: - Futuro? Ontem corri 4km sem parar, pela primeira vez. Agora nadar tornou-se novamente parte do meu dia. Pedalar com minha filha na cadeirinha virou programa de fim de semana, e nunca mais paro de correr.

Cuidado com o que você deseja, você pode conseguir!

Para ler a Parte I, use a barra de rolagem até encontrar Esporte & Aventura no Tribunal.

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