Rafting, águas de refluxo: Treinamento de Resgate


Ao encarar corredeiras (rafting, canoagem, bóia-cross, ou se levado por uma tromba d'água) devemos ter consciência que um dos maiores riscos é o refluxo. Conhecida como água de amortecimento, ou simplesmente água branca, a espuma esconde uma armadilha que pode ser fatal. Cavando saliências na rocha há milhares de anos, em geral imediatamente após a queda d'água encontramos um poço, e o volume de água que cai acaba criando um turbilhão, que faz nosso corpo girar sob uma forte corrente.

O maior de todos os erros, nesse caso, é tentar sair do turbilhão de qualquer maneira. Quanto mais força fizer, quanto mais rígida a postura, maior o ciclo de prisão, e quase inevitável o afogamento.

Há duas saídas. A primeira é deixar o corpo "mole", tentar identificar o fundo do poço, e tomar impulso em uma das laterais, rumo ao ar, com o cuidado de manter o máximo possível de oxigênio.

A outra, realizada com um cabo vida, é uma posição de segurança adotada por equipes profissionais de rafting, sobretudo em operações comerciais. Identificado o risco, um integrante posiciona-se na margem, com a corda pronta para ser arremessada. Fizemos o vídeo para mostrar que, mesmo já amarrado, a situação pode ser dramática.


Comentários

Postagens mais visitadas