UCI PARACYCLING World Cup ROME 2012 - Time Trail

Adauto Belli, Alex Zanardi e Weimar Pettengill



Em verdade vos digo, amigos, direto de Roma, onde acontece a Copa do Mundo de PARACYCLING: se a vida é um somatório das experiências que vivemos, covardia é perder-se em lamentações ou ficar deitado esperando que o momento ideal aconteça para que, somente então, você possa correr atrás dos seus sonhos.

Citando a organização da prova, a vida dos portadores de necessidades especiais não é um mundo a parte, mas uma parte do mundo.
E quem não convive, ou não tem experiência com o assunto, fica perdido em meio a tanta força de vontade.
Me acho presunçoso quando me pego pensando na importância da visão para mim, ou de algum membro, como se o mundo só pudesse ser visto e sentido por um único ângulo: o meu.
Não é isso.
A minha maneira de "ver o mundo", ou a sua, são apenas maneiras. E existem várias.





















Fernando Aranha - Brasil


A maior lição de Roma é que perdemos tempo demais focando problemas. Aqui os cadeirantes, os deficientes visuais, os atletas sem braço, sem uma perna, ou com paralisia cerebral não estão pensando em como seria se fosse diferente. O que é problema para nós, para eles é apenas a realidade. Só a realidade. Não pensam “no que fazer”, mas somente em como fazer mais rápido.
Fantástico, genial, emocionante, comovente. 

Time Belga

Me peguei hoje pensando: deixei de treinar um dia porque choveu, outro porque estava frio. No outro, simplesmente deixei a preguiça falar mais alto. Quando vi um Paralisado Cerebral em um triciclo, pois não têm equilibrio para andar na bicicleta normal, de  capacete contra-relógio e rodas aerodinâmicas, me arrependi de cada dia da minha vida em que arrumei uma desculpa para não viver uma experiência, boa ou ruim. Deixei de colocar no curriculo. E o tempo não volta.
Fizemos, eu e o Adauto Belli, a prova contra-relógio hoje mais cedo. Os resultados ainda não saíram, mas eu terminei feliz, achando que sofri pouco. Devia ter acelerado mais, que apesar da vista escura, não iria desmaiar se apertasse um pouco mais. Adauto quase vomitou de tanta força, mas como não o fez, agora acho que poderia ter exigido um pouco mais do grande parceiro. E o negócio é viciante. Já fizemos até um “debriefing” para analisar onde poderíamos melhorar. Que festa, que atmosfera.

Rafael Sillman - Brasil



Até o momento, o melhor resultado extra-oficial é do ciclista de Brasília João Schwin, em quinto na categoria. São 28 nações representadas em Roma, e centenas de histórias que dariam um livro. Ou já deram.
Agora vamos nos preparar para a prova de domingo, uma estrada de 120 km, com um pelotão de 30 tandens. Me disseram que é a coisa mais bruta que se pode imaginar, cotoveladas, tombos, curvas fechadas e explosão constante, exigindo 100% do coração, dos músculos da perna e dos braços, e da mente.


Ciao





Comentários

Tatu disse…
Show! É isso aí mesmo. F O C O
prof.isaiasm disse…
Determinação!
ps- vi este link, e inevitavelmente lembrei da ousadia dos atletas...http://www.mundogump.com.br/cemiterio-everest/

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